Direitos do Paciente

    Anvisa aprova Elfabrio, novo medicamento para tratamento da doença de Fabry

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa, aprovou nesta segunda-feira, 5 de outubro de 2026, o registro do Elfabrio (alfapegunigalsidase), medicamento indicado para o tratamento de longa duração de pacientes adultos com diagnóstico confirmado de doença de Fabry. A aprovação amplia as alternativas terapêuticas disponíveis no Brasil para uma condição genética rara que pode comprometer diferentes órgãos ao longo da vida.

    5 de outubro de 2026
    5 min
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    Anvisa aprova Elfabrio, novo medicamento para tratamento da doença de Fabry

    O que é a doença de Fabry

    A doença de Fabry é uma condição genética rara relacionada à deficiência da enzima **alfa-galactosidase A**.

    Quando essa enzima não funciona adequadamente, ocorre o acúmulo de uma substância chamada **globotriaosilceramida, ou Gb3**, em diferentes células, tecidos e órgãos do organismo.

    Com a evolução da doença, podem surgir manifestações envolvendo principalmente:

    • rins;
    • coração;
    • sistema nervoso;
    • pele;
    • sistema gastrointestinal;
    • audição.

    Entre as possíveis complicações estão insuficiência renal, alterações cardíacas, neuropatias, problemas cerebrovasculares, perda auditiva, lesões de pele e dores ou alterações gastrointestinais.

    Por ser uma doença progressiva, o diagnóstico e o acompanhamento especializado têm papel importante na condução do tratamento.

    ## Como funciona o Elfabrio?

    O Elfabrio é utilizado como **terapia de reposição enzimática, conhecida como TRE**.

    De forma simplificada, o medicamento busca substituir a enzima que apresenta deficiência no organismo da pessoa com doença de Fabry, auxiliando na degradação e eliminação das substâncias que se acumulam nas células.

    O tratamento é destinado a pacientes adultos e administrado por **infusão intravenosa**.

    O registro foi concedido pela Anvisa por meio da **Resolução RE nº 3.880/2026**.

    ## O que a aprovação da Anvisa representa para os pacientes?

    O registro sanitário é uma etapa fundamental porque permite que um medicamento seja regularizado para utilização e comercialização no Brasil dentro das condições aprovadas pela Anvisa.

    Para pacientes com doenças raras, a chegada de uma nova alternativa terapêutica também pode representar a possibilidade de discutir, junto à equipe médica, diferentes estratégias de tratamento.

    Mas existe uma distinção importante:

    • *a aprovação de um medicamento pela Anvisa não significa, por si só, que ele estará automaticamente disponível pelo SUS ou que haverá cobertura imediata por todos os planos de saúde.**

    Essas questões dependem de outros critérios regulatórios, assistenciais e jurídicos.

    ## E a cobertura pelo plano de saúde?

    Quando um medicamento recém-registrado pela Anvisa é prescrito, a análise da cobertura pelo plano de saúde precisa considerar fatores como:

    • indicação médica e justificativa clínica;
    • registro sanitário e indicação aprovada para o medicamento;
    • características do contrato do beneficiário;
    • local e forma de administração do tratamento;
    • regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar, ANS;
    • legislação aplicável ao caso concreto.

    Por isso, uma eventual negativa não deve ser analisada apenas pela resposta genérica apresentada pela operadora.

    É importante solicitar a **negativa formal e por escrito**, com a justificativa utilizada pelo plano, e preservar relatório médico, prescrição, exames e demais documentos relacionados ao tratamento.

    Dependendo das circunstâncias, a negativa pode ser submetida a uma análise jurídica individualizada.

    ## E pelo SUS?

    No Sistema Único de Saúde, a existência de registro na Anvisa também não significa incorporação automática do medicamento à rede pública.

    A disponibilização de novas tecnologias pelo SUS passa por processos próprios de avaliação e incorporação.

    Por isso, pacientes e familiares devem acompanhar os protocolos existentes para a doença de Fabry e as futuras decisões relacionadas ao Elfabrio.

    ## Informação também faz parte do cuidado

    A aprovação de uma nova terapia para uma doença rara é uma notícia relevante para pacientes, familiares e profissionais de saúde.

    Ao mesmo tempo, entre a aprovação regulatória de um medicamento e seu acesso efetivo pelo paciente podem existir diferentes etapas.

    Por isso, diante de uma prescrição ou de uma negativa de tratamento, é importante compreender exatamente qual é a justificativa apresentada e quais caminhos administrativos ou jurídicos podem ser avaliados.

    • *Informação também é cuidado.**
    • Este conteúdo possui caráter exclusivamente informativo e não substitui avaliação médica ou análise jurídica individualizada.*
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